sábado, 23 de outubro de 2010

As Secas e suas conseqüências

Fazendo parte do semi-árido brasileiro, infelizmente este é um fenômeno a se considerar.
Em um contorno generalizado, a seca seria a falta de chuvas, que gera a falta de água, e conseqüentemente leva toda a população a sentir de perto o fervor da sede, da fome... O que não acontece com o semi-árido nordestino por inteiro, e que um dia terá sua definição esclarecida, e melhor, sua solução definitiva.
Na realidade, a Seca não é um problema vivenciado pela população olhodaguense, mas, uma série de problemas, gerenciados por ela, afligindo o nosso rincão. Somos afetados em todos os aspectos por força desse mal. 

ØNa Agropecuária
Sem a chuva, não se planta,
Não se colhe, nem se cria.
O regresso se instala, se amplia.
Morticínio no rebanho, na família.
Dá ao nortista, o desânimo, a agonia.

Veem a perda da sua fauna e da flora
Estressado, ele lamenta. E agora!
Meu senhor decidirás minha vida!
Devo ir pra muito longe, pra salvar-me.
Tentarei inda salvar minha família.
Despedindo-se, faz a mala e vai embora.

ØNo Comércio
A seca no comércio é um arraso
Pouca oferta e procura no mercado
Sobem os preços e o capital é falho
As prateleiras apresentam seus buracos;
Gera a dívida, a inadimplência e o fiado,
A falência a imprudência e o desagrado.

      Ø Na Indústria
     Faltou a cana o mel e a rapadura
      Nos engenhos que se foram ou são ruínas
      A farinha há muitas décadas foi embora
      Suas casas de moagem, nem mais existem.
      Nossa indústria se resume na cerâmica,
      Pois, da lama é que ela sobrevive.

     ØNa Educação
    
      As crianças rendem pouco na escola
      Pois, a fome, a inquietude lhe apavora.
      Muitos deles, nem a escola freqüentam.
      O que o levam, em muitos casos à delinqüência.
      À ignorância, sendo menor conseqüência.
      E, contudo, torna-se um ser imprudente.

      Ø Efeitos Sociais
     
A população é empobrecida
      Desemprego, epidemia e miséria,
      Mão-de-obra excedente e barata,
      Epidemia, fome e mendicância,
      Desnutrição, sede e falta de higiene,
      Contágio, prostituição e violência.

Indolência, roubos e assaltos,
Vícios, homicídios e emigração.
Uns se mudam do campo pra cidade,
Outros fogem da seca do sertão
Desagregam da sua própria família
E se mudam para outra região.

Injustiças, exploração no trabalho,
Invasões à feira livre e aos comércios.
Avoluma-se a população da cidade
Sufocando-se, se estressam e se tropeçam.
Estes são os efeitos sociais,
Promovidos pela seca do Nordeste.

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